Jerome Vonk

Por favor, obrigado, de nada

out
27

O minúsculo cachorrinho agachou, com aquela cara de quem está fazendo a maior força, e soltou um troço enorme.

A dona dele, de bunda empinada e espremida numa daquelas modernas roupas de academia, teclava alegremente.

Acabada a obra, ela se pôs a andar, deixando a prova do crime no meio da calçada.

Abri o portão, catei aquele excremento (que por sorte estava firme e duro), fui atrás da dupla de fugitivos e disse:

– Você esqueceu isto!

Sem reação, ela me deixou abrir a mão direita dela, na qual depositei a lembrancinha da festa. Dei a volta e fui embora.

A vaca nem me agradeceu. O pessoal é muito mal-educado mesmo.

Passei o resto da tarde lavando a mão e me perguntando como tinha superado o nojo e enfiado a mão naquilo.

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