Jerome Vonk

Lá no restaurante de Maria

nov
14

A doença o pegou de jeito e ele optou por não se privar de comer e beber.
Tornou-se cliente mais assíduo ainda do restaurante de Maria. Era mão aberta como os sempre presentes amigos – amigos estes da mão aberta e não dele, o amigo doente.

Sempre pagou a conta e um dia pediu fiado, pois tinha esquecido a carteira.
Nunca mais voltou.
Nem os amigos, mas isto já se previa.

Maria acha que ele se foi e que se encontrarão um dia.
Ele manda dizer que não há pressa.
E que agradece a confiança nele depositada.

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