Jerome Vonk

O tabaco e o plano infalível

abr
21

Fumei durante 27 anos e parei há quase 18.
3 maços por dia, uns 2 cigarros antes de sair da cama.
Sempre sem filtro: Camel, Lucky Strike, Gauloises, Parisiennes, Peace, Kent, Português suave Continental, Pall Mall, os enrolados na mão (tabaco Drum e Samson, ambos holandeses).

Como minha mente costuma me pregar inúmeras peças, nas quais sempre acabo pagando o pato, digo a mim mesmo em alta voz – para que ela ouça e acredite – que eu não parei, mas que estou parado.
A expressão nunca mais soaria trágica e fatal demais.

Como gosto muito de fumar e ainda tenho vontade, até hoje, tracei um plano que faz todo o sentido do mundo; retomo o vício 6 meses antes de morrer.
A ingestão de nicotina, o alcatrão e as toneladas de componentes químicos não farão tanta diferença assim, no meu destino final.

Mas esse estratagema tem 2 problemas, bastante difíceis de serem resolvidos: não tenho a mínima ideia de quando morrerei e nem quero saber.

continental

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